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Comunidades participam da implantação de mais Pontos de Cultura Indígenas
Virgínia durante reunião com equipe

Virgínia durante reunião com equipe
foto:Divulgação  

O próximo passo do projeto terá início com os cursos de formação audiovisual

Autor(es):Gal Rocha

A coordenadora de campo Virgínia Gandres realizou entre os dias 18 de novembro e 14 de dezembro de 2009, no Estado do Acre, mais uma etapa da implantação dos Pontos de Cultura Indígenas (PCIs), que é uma parceria entre a Associação de Cultura e Meio Ambiente (ACMA), a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério da Cultura (MinC).

Placa implantada na Escola Indígena Tamãkãyã

Placa implantada na Escola Indígena Tamãkãyã
foto:Virgínia Gandres  

Os pontos implantados sob a coordenação de Virgínia fazem parte do pólo três, que inclui dez dos trinta pontos do projeto que a Rede Povos da Floresta (RPF) realizará. Entre eles estão a aldeia Katukina Samaúma, que fica na BR 364 da Transamazônica; a aldeia Ipiranga, do povo indígena Poyanawa, em Mâncio Lima; a aldeia Nukini, também localizada em Mâncio Lima; e a Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), em Cruzeiro do Sul.

Quando Virgínia retornou ao Rio de Janeiro, Gleyson Teixeira, que dentro do projeto é o responsável pelo pólo três e desde o início fez parte da equipe, implantou o ponto da aldeia Marubo, localizada em Atalaia do Norte, no Amazonas, fronteira com o Acre. Gabriel Boechat foi o técnico responsável pela instalação das placas solares nos cinco pontos e Marcos Santilli participou da primeira das cinco implantações.

Demonstração para a comunidade

Demonstração para a comunidade
foto:Virgínia Gandres  

Virgínia, que há vinte anos acompanha a luta dos povos da floresta, retornou ao Rio de Janeiro com uma impressão bastante positiva de todo o processo das implantações nessa região. Ela, que anteriormente esteve nos Estados de Rondônia, Roraima e Mato Grosso realizando o mesmo trabalho, contou que sentiu muita receptividade nas comunidades beneficiadas nessa etapa.

Fez questão de ressaltar a força, a organização e a animação que percebeu em cada uma dessas aldeias. E chamou atenção para a aldeia Nukini, que, segundo ela, representa o ideal, o modelo do que é um ponto de cultura. Lá a comunidade fez uma casa especialmente para receber o projeto e participou ativamente de cada detalhe.

Virgínia Gandres ao lado da equipe comemora o final de mais uma etapa

Virgínia Gandres ao lado da equipe comemora o final de mais uma etapa
foto:Divulgação  

Como tem sido até então, durante os dois ou três dias que a equipe passa em cada comunidade, além da instalação das placas solares e dos três computadores, há o preenchimento do questionário, a assinatura dos documentos e a solenidade de entrega do ponto.

Mas há também o momento de descontração, quando a comunidade brinca junto com a equipe com as fotos no Macintosh e depois com as apresentações, danças rituais e jantares típicos do encerramento, que sempre emocionam e cativam - mesmo aqueles que, como Virgínia, já estão na estrada há vinte anos.

O próximo passo do projeto será o início dos cursos de formação audiovisual ministrados pela equipe que realiza o projeto Vídeo nas Aldeias, criado em 1987, por Vincent Carelli e a equipe da Rede Povos da Floresta.

Matéria de:2009/dez/20 - Autor:Gal Rocha - Palavras-chave:Mais uma etapa etapa da implantação

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